Tortura em Camelô

MAIS UM CAMELÔ É TORTURADO PELA GUARDA MUNICIPAL

No dia 25 enquanto o Cordão do Bola Preta desfilava pela Rio Branco, uma operação dos guardas municipais cercaram as ruas Buenos Aires e Rosário e houve reação dos ambulantes que tentavam salvar suas mercadorias.

O ambulante Fabrício de 20 anos, que tinha terminado o expediente, de repente estava no meio da batalha e foi agarrado, levando um soco no nariz, nesta hora jogaram uma pedra nas costas do guarda Jota, apareceu um paisano que dizia ser polícia e levaram o rapaz para o ônibus da Guarda Municipal, sua mãe, que também é ambulante de doces na área, foi até o local pedir para que não batessem no seu filho, então estes chingaram de filho da p* e deram tapas na cara dele. Ela acompanhou no ônibus a detenção até o Souza Aguiar, só os guardas entraram com o Fabrício, eles ficaram com as receitas, as chapas de raio x e os remédios, zombando da cara do preso, perguntando se ele queria remedinho.

Após o hospital encaminharam para 5ª DP e não deixaram a mãe acompanhar, nesta viagem começaram a sessão de espancamentos e ameaças, depois foram para 1ªDP na praça Mauá, chegando no pátio da delegacia, em razão do preso não gritar com os espancamentos, resolveram usar a arma de choque elétrico, fazendo o rapaz se contorcer e gritar, então eles comentaram que o “viadinho” grita. Os agressores guardas municipais Barreto, Ítalo, Bispo dentre outros registraram a ocorrência como agressão do Fabrício contra os guardas municipais.

Infelizmente esta é a prática rotineira da Guarda Municipal, muitas vezes algumas equipes recebem arrego (propina) para permitir o comércio em algumas ruas e em determinados horários, outras vezes roubam as mercadorias, pois não entregam o auto de apreensão e quando dão o lacre, mesmo com a nota fiscal não se consegue encontrar a mercadoria.

A sociedade não pode tolerar a tortura, que é crime inafiançável na nossa Constituição, mas é praticado por nossas polícias, devemos realizar a Comissão da Verdade e condenar as torturas do período da ditadura, não podemos aceitar que um ser humano detido nas mãos do Estado sofra estas violações do artigo 1º,III- a dignidade da pessoa humana, fundamento da nação na Constituição.

Um Estado sendo governado pelo Partido dos Trabalhadores que sofreu e lutou contra estes crimes, que tem uma presidente que foi torturada, deveria fazer uma ampla campanha e apoiar todas as condenações em relação a estas práticas abomináveis.

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2 Respostas para “Tortura em Camelô

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