A POLÍCIA MILITAR ATACA MORADORES DE RUA

cartaz MUCA Na sexta-feira dia 14 de fevereiro de 2014, às 15h, policiais militares do 5º batalhão atacaram pessoas em situação de rua que estavam na Carioca, Centro do Rio de Janeiro, de forma truculenta acordavam quem estava dormindo e espancavam quem resistia entrar no micro-ônibus. Maria dos Camelôs que estava passando no momento indignou-se com o ocorrido e acompanhou a operação até a Praça Tiradentes, ligando para o vereador Reimont e para o promotor Rogério Pacheco.

Chegando na Tiradentes os policiais continuaram recolhendo as pessoas, muitas delas estavam dormindo, numa abordagem presenciada e filmada foi pedido o documento a um homem que dormia no banco e ele disse que não estava com a identidade e foi conduzido ao micro-ônibus. Recolheram vários moradores de rua e perseguiram os que tentavam fugir. Ocorreram várias agressões, inclusive quando várias pessoas entravam no ônibus levavam um soco na nuca de um pm. Dois policiais traziam um preso, juntaram vários policiais, que iniciaram o espancamento desse homem, quando Maria enfrentou a covardia pedindo para pararem com as agressões, um policial chingando de vagabunda e mandando se fuder disse que iria prender a Maria por desacato e que ela estava defendendo bandidos, que estas pessoas estavam sendo presas por flagrante, o que foi contestado, pois boa parte estava dormindo, neste momento o Reimont chegou e perguntou pelo comando da operação, mas também foi tratado de forma desrespeitosa, ele afirmou que esta operação não pode acontecer sem o acompanhamento de assitentes sociais, conforme o Termo de Ajuste de Conduta realizado entre a Prefeitura e o Ministério Público- MP.

Foram todos encaminhados a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente – DPCA, no micro-ônibus estavam três camelôs, que chamaram pela Maria, eles estavam indo comprar mercadorias no Saara e foram presos por serem negros e vestidos de forma simples. O gabinete do vereador, o MP e o MUCA acionaram a imprensa, o Reimont conversou com o delegado, que estava assumindo a delegacia naquele dia, que entendeu que não estava sendo cumprido a TAC e liberou os detentos após constatar que não havia dívida com a justiça, encaminhando os menores para o abrigo, apesar da solicitação não houve a presença das secretarias de assistẽncia social nem do Conselho Tutelar.

Maria foi em seguida para a coletiva de imprensa da Assembleia do Largo, entre IFCS- Instituo de filosofia e Ciências Sociais e o Teatro João Caetano, onde relatou mais esta atuação truculenta pa PM, reafirmando a necessidade da população se manifestar pelos seus direitos nas ruas , contra a criminalização das manifestações pelas mídias corporativas lideradas pela Globo.

No início da tarde antes dessa violência da PM contra moradores de rua, a Maria estava atendendo o camelô Luiz Felipe de Oliveira junto com Reimont, pois ele teve sua mercadoria roubada por guardas municipais, na rua da Quitanda com São José, mesmo tendo autorização para trabalhar no local, não dando nenhum auto de apreensão e doando a mercadoria para SMDS. pessoa simples portadora de HIV, que perdeu a família e que está morando numa república e que planejava, após o carnaval, alugar uma moradia, mas os guardas municipais prejudicaram sua vida. Assim a Prefeitura contribui para que o aumento do número de pessoas em situação de rua.

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