Imagem

MANIFESTAÇÃO CAMELÔ UNIDO

PANFLETO MANIFESTAÇÃO 02092014

CAMELÔS RESISTEM

Foi só passar a Copa que a prefeitura aumentou a covardia contra os camelôs. A guarda municipal, a mando do prefeito, persegue os que trabalham com protocolo no Centro. O choque de ordem invade e destrói os depósitos, rouba mercadorias, barracas e equipamentos de trabalho. Sem falar na violência e na violação de direitos: tem camelô tomando porrada e sendo preso por trabalhar!

MANIFESTAÇÃO PELO DIREITO AO TRABALHO

O MUCA – Movimento Unido dos Camelôs – MUCA convoca uma grande manifestação dos trabalhadores do comércio ambulante da cidade do Rio de Janeiro, para terça-feira dia 2 de setembro contra a ofensiva da Prefeitura que persegue os camelôs que estavam trabalhando com protocolo no Centro, destruindo os depósitos das mercadorias, das barracas e equipamentos de trabalho, deixando várias famílias desamparadas. Com uma Guarda Municipal truculenta que violenta o direito dos camelôs.

Na quinta-feira dia 21/08/2014 no auditório do sindicato dos administradores fizemos uma grande reunião para enfrentar a expulsão dos trabalhadores informais do Centro do Rio, queremos que o secretário da SEOP- Secretaria Especial de Ordem Pública  receba uma comissão de ambulantes para negociar, nossas reivindicações são:

Anulação ou revisão do recadastramento, em razão de excluir vários camelôs antigos, causando suspeitas sobre a classificação, além de não ter sido acompanhada de uma comissão legítima de camelôs conforme determina a Lei 1876/92, que deve acontecer em10641105_356129884537520_3266565984855367995_nREUNIÃO DO MUCA2REUNIÃO DO MUCA eleição por assembleia, contra a indicação da Prefeitura. Recentes acusações de corrupção que pesam sobre o antigo secretário Rodrigo Bethlem, contaminam mais ainda o cadastramento realizadopela Prefeitura.

Construção e legalização de depósitos para guarda de barracas e mercadorias, precisamos ter a segurança do nosso trabalho.

Revisão da Lei 1876/92 na Câmara de Vereadores para que possa garantir o aumento de autorizações e critérios mais justos para o comércio ambulante

Saída da Guarda Municipal da Fiscalização do comércio ambulante, devido ao desvio de função e a violência no trato com os trabalhadores informais

Chamem a família, os camelôs que já tem autorização e os que desejam ter sua situação regularizada e vamos juntos mostrar que queremos justiça. Na terça feira dia 26/08 às 18h nas escadarias da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro faremos uma reunião de organização

Bethlem e PM que comanda ONG têm em comum ‘amigos’ que integram milícia

A PREFEITURA CONTINUA PERSEGUINDO OS CAMELÔS

O MUCA – Movimento Unido dos Camelôs repudia a operação da SEOP – Secretaria Especial de Ordem Pública no Centro do Rio de Janeiro, durante esta semana, apreendendo mercadorias e estourando depósitos dos ambulantes demonstrando a continuidade do desprezo e do terror iniciado com o Choque de Ordem do xerife Rodrigo Bethlem, com a política de perseguição aos pobres e acordos com empresários que financiam as campanhas eleitorais.

A Prefeitura realizou um recadastramento com várias irregularidades, impedindo o direito ao trabalho de vários ambulantes que exercem a profissão durante muito tempo nas ruas da cidade e concedendo a autorização para interessados sem experiência, que muitas vezes alugam sua licença. A SEOP na gestão do Rodrigo Bethlem deveria ter constituído uma comissão de camelôs legítima como prevê a Lei 1876/92, para acompanhar o processo de recadastramento, mas contrariando o interesse público descumpriu a lei.

Agora depois da Copa do Mundo continuando o processo de higienização da cidade rumo às Olimpíadas, o prefeito Eduardo Paes persegue os pequenos ambulantes ao invés de construir depósitos dignos para que os camelôs guardem suas barracas e mercadorias, no lugar de reprimir poderia educar, promovendo cursos de manipulação de alimentos, fiscalizando com medidas preventivas, orientando sobre a forma adequada de guardar as mercadorias perecíveis, mas ele prefere o espetáculo de apreensões, que no nosso entender é roubo, com fotos e reportagens de depósitos precários parecendo que o poder municipal está exercendo medidas concretas para proteção da saúde pública, mas são medidas paliativas, que de fato apenas oprime, causando prejuízos e sofrimentos aos camelôs, caso queira resolver o problema será necessário a legalização de depósitos que garantam a higiene e boas condições de trabalho.

A Câmara dos Vereadores tem que colocar em pauta o projeto de reformulação da nossa lei a 1876/92, para que possamos rever os critérios e as quantidades de autorizações para o exercício da nossa profissão. Além disso, a Ação Civil Pública do Ministério Público do Rio de Janeiro pede o afastamento da Guarda Municipal da fiscalização do comércio ambulante, pois entende como desvio de função, a atribuição dessa atividade deve ser do servidor público indicado em lei, ainda mais com a aprovação no Senado Federal da insensatez de conceder poder de polícia às Guardas Municipais, com direito a uso de armas. Os camelôs são trabalhadores, que devem ser valorizados e não perseguidos por forças policiais, então continuaremos a campanha “Fora Guarda Municipal da fiscalização do comércio ambulante”.

Entendemos que os camelôs devem se organizar para enfrentar mais essa ofensiva do poder municipal, que continua com a doutrina do choque de ordem iniciada pelo braço direito e coordenador das campanhas eleitorais do Eduardo Paes, o xerife Rodrigo Bethlem, acusado pela ex-mulher Vanessa Felippe de corrupção. Então que moral esse governo tem para destruir o trabalho difícil dos camelôs. Vamos estar juntos na luta pela revisão do recadastramento dos ambulantes, pela construção e legalização de depósitos, pela atualização da lei 1876/92 e pela saída da Guarda Municipal da fiscalização do comércio ambulante.

MUCA – Movimento Unido dos Camelôs

eduardo-paes-choque-de-ordem

Denúncias contra Rodrigo Bethlem explodem no Rio

Paes já disse que Lula “é omisso com corrupção”. E agora, que dizer de Bethlem?

Enquanto denúncias contra Rodrigo Bethlem explodem no Rio, Paes mantém silêncio

Em 2005, quando houve a polêmica alimentada pela oposição para criticar a medida provisória do Governo Federal que autorizava a criação de novos cargos, o então deputado federal Eduardo Paes (PSDB-RJ) girava sua metralhadora em direção ao presidente Lula e não economizava nas acusações: “É o Estado sendo utilizado para engolir o dízimo do PT. O Delúbio Soares deve ter comemorado cada uma dessas medidas provisórias”, disse Paes naquela época à Revista Veja. Dois meses depois, fez outro ataque à Presidência, no dia 24 de agosto, para a mesma revista: “Está na hora de os caras-pintadas da UNE, que recebem recursos vultuosos, deixarem de fazer passeatas vagas, como se o atual governo não tivesse relação com a corrupção”. 

No mês seguinte, Paes voltou às páginas da Veja para citar o nome do presidente Lula, de forma depreciativa, claro: “Severino adotou o modo Lula de ser. Começa negando as acusações. Depois, responsabiliza adversários por erros que cometeu. O próximo passo será dizer que foi traído”, disse ele se referindo à Severino Cavalcanti, então presidente da Câmara, acusado de receber R$ 10.000 mensais do concessionário do restaurante da Câmara, de março a novembro de 2003. 

Eduardo Paes
Eduardo Paes

A artilharia pesada se manteve em 2006, ano marcado pela eleição presidencial. Paes pegou uma carona na CPI dos Correios para despejar uma série de acusações contra o Governo do PT. Como deputado federal e relator-adjunto da CPI, disse na época que alguns parlamentares foram beneficiados pelo mensalão, mas deveriam ser “perdoados” na Câmara. E foi nesse episódio que Paes comentou: “Há um corporativismo ferrenho. É por isso que os deputados envolvidos não empobreceram, não andam pelos cantos e estão gordinhos e bronzeados”. 

No início de 2006, uma reportagem do Jornal do Brasil – “PT vai entrar na Justiça contra Fernando Henrique” – destaca as acusações feitas pelo ex-presidente FHC contra o Partido dos Trabalhadores e também contra Lula: “A ética do PT é roubar e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é omisso com corrupção”. Eduardo Paes, naquela época secretário-Geral do PSDB, endossou as declarações de FHC: “não falou nada além da verdade”. Dias depois, Paes se irritou com a divulgação de uma pesquisa acerca da popularidade do governo federal que dava à Lula maior credibilidade e carregou nas acusações: “o petista voltou à liderança nas pesquisas devido a uma combinação de desfaçatez e cara-de-pau”. Paes prometeu desmascarar Lula durante a campanha eleitoral naquele ano e ainda apontou como arma poderosa do PSDB o ex-presidente FHC, que “sabe como ganhar da demagogia e da farsa que é o PT”.

Em março de 2006, quando foi apresentado o relatório final da CPI dos Correios, Eduardo Paes encabeçou o coro das críticas contra o PT e o presidente Lula na bancada da oposição na Câmara. “Não vou participar da dança da pizza. Há provas documentais e testemunhais para pedir o indiciamento dos dois”, afirmou Paes se referindo ao pedido de indiciamento dos ex-ministros José Dirceu e Luiz Gushiken. Ás vésperas das eleições naquele ano, o atual prefeito do Rio afirmou durante uma entrevista no portal UOL que “o Governo Lula fez muito mal ao Brasil”. 

Agora, em 2014, o braço direito de Eduardo Paes, Rodrigo Bethlem, que inclusive coordenou a campanha de sua reeleição, em 2012, e como prova de confiança já teve sua passagem nas secretarias Ordem Pública, Assistência Social e Governo do prefeito Paes, é acusado de denunciado pela sua ex-mulher, Vanessa Felippe, de envolvimento em esquema de corrupção na prefeitura. Pelas conversar entre Vanessa e Bethlem, que foram gravadas sem ele saber pela própria ex-mulher, o deputado assume ter recebido uma espécie de mesada da ONG Casa Espírito Tesloo, entre 2011 e 2012, além de receber cerca de R$ 100 mil mensais em propinas através de processos firmados com a sua secretaria e ainda possuir conta não declarada na Suíça. Mesmo com tantas evidências e confissões do próprio deputado federal, Paes, desta vez, não apontou sua artilharia contra seu ex-secretário de Desenvolvimento Social.

O vereador Jefferson Moura (Psol) acredita que o prefeito Eduardo Paes está tentando preservar a imagem do seu governo, quando nega uma postura mediante as denúncias contra o seu “super secretário” Bethlem, acusado de atos ilícitos. Para Moura, Paes está diante da oportunidade de fazer a coisa certa, que para o vereador seria propor a sua base assinar o pedido de CPI para apurar as denúncias.  “Ele foi muito atuante na CPI dos Correios, agora era hora de tomar a mesma postura”, disse o vereador.

“Não só Eduardo Paes, mas Pezão e todo o PMDB foi atingido pelo escândalo Bethlem”, afirmou o vereador Márcio Garcia (PR/RJ). Integrando o grupo de vereadores que solicitaram a instalação da CPI na Câmara, Garcia questiona a que ponto o prefeito Paes sabia dos fatos denunciados por Vanessa Felippe. Ele acredita que pelos meios legais é possível chegar à verdade em breve. Enquanto isso, ele continua questionando os motivos do silêncio do prefeito com relação ao caso.

Promotor Rogério Pacheco explica ação contra Eduardo Paes e Rodrigo Bethlem