Bethlem e PM que comanda ONG têm em comum ‘amigos’ que integram milícia

A PREFEITURA CONTINUA PERSEGUINDO OS CAMELÔS

O MUCA – Movimento Unido dos Camelôs repudia a operação da SEOP – Secretaria Especial de Ordem Pública no Centro do Rio de Janeiro, durante esta semana, apreendendo mercadorias e estourando depósitos dos ambulantes demonstrando a continuidade do desprezo e do terror iniciado com o Choque de Ordem do xerife Rodrigo Bethlem, com a política de perseguição aos pobres e acordos com empresários que financiam as campanhas eleitorais.

A Prefeitura realizou um recadastramento com várias irregularidades, impedindo o direito ao trabalho de vários ambulantes que exercem a profissão durante muito tempo nas ruas da cidade e concedendo a autorização para interessados sem experiência, que muitas vezes alugam sua licença. A SEOP na gestão do Rodrigo Bethlem deveria ter constituído uma comissão de camelôs legítima como prevê a Lei 1876/92, para acompanhar o processo de recadastramento, mas contrariando o interesse público descumpriu a lei.

Agora depois da Copa do Mundo continuando o processo de higienização da cidade rumo às Olimpíadas, o prefeito Eduardo Paes persegue os pequenos ambulantes ao invés de construir depósitos dignos para que os camelôs guardem suas barracas e mercadorias, no lugar de reprimir poderia educar, promovendo cursos de manipulação de alimentos, fiscalizando com medidas preventivas, orientando sobre a forma adequada de guardar as mercadorias perecíveis, mas ele prefere o espetáculo de apreensões, que no nosso entender é roubo, com fotos e reportagens de depósitos precários parecendo que o poder municipal está exercendo medidas concretas para proteção da saúde pública, mas são medidas paliativas, que de fato apenas oprime, causando prejuízos e sofrimentos aos camelôs, caso queira resolver o problema será necessário a legalização de depósitos que garantam a higiene e boas condições de trabalho.

A Câmara dos Vereadores tem que colocar em pauta o projeto de reformulação da nossa lei a 1876/92, para que possamos rever os critérios e as quantidades de autorizações para o exercício da nossa profissão. Além disso, a Ação Civil Pública do Ministério Público do Rio de Janeiro pede o afastamento da Guarda Municipal da fiscalização do comércio ambulante, pois entende como desvio de função, a atribuição dessa atividade deve ser do servidor público indicado em lei, ainda mais com a aprovação no Senado Federal da insensatez de conceder poder de polícia às Guardas Municipais, com direito a uso de armas. Os camelôs são trabalhadores, que devem ser valorizados e não perseguidos por forças policiais, então continuaremos a campanha “Fora Guarda Municipal da fiscalização do comércio ambulante”.

Entendemos que os camelôs devem se organizar para enfrentar mais essa ofensiva do poder municipal, que continua com a doutrina do choque de ordem iniciada pelo braço direito e coordenador das campanhas eleitorais do Eduardo Paes, o xerife Rodrigo Bethlem, acusado pela ex-mulher Vanessa Felippe de corrupção. Então que moral esse governo tem para destruir o trabalho difícil dos camelôs. Vamos estar juntos na luta pela revisão do recadastramento dos ambulantes, pela construção e legalização de depósitos, pela atualização da lei 1876/92 e pela saída da Guarda Municipal da fiscalização do comércio ambulante.

MUCA – Movimento Unido dos Camelôs

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Denúncias contra Rodrigo Bethlem explodem no Rio

Paes já disse que Lula “é omisso com corrupção”. E agora, que dizer de Bethlem?

Enquanto denúncias contra Rodrigo Bethlem explodem no Rio, Paes mantém silêncio

Em 2005, quando houve a polêmica alimentada pela oposição para criticar a medida provisória do Governo Federal que autorizava a criação de novos cargos, o então deputado federal Eduardo Paes (PSDB-RJ) girava sua metralhadora em direção ao presidente Lula e não economizava nas acusações: “É o Estado sendo utilizado para engolir o dízimo do PT. O Delúbio Soares deve ter comemorado cada uma dessas medidas provisórias”, disse Paes naquela época à Revista Veja. Dois meses depois, fez outro ataque à Presidência, no dia 24 de agosto, para a mesma revista: “Está na hora de os caras-pintadas da UNE, que recebem recursos vultuosos, deixarem de fazer passeatas vagas, como se o atual governo não tivesse relação com a corrupção”. 

No mês seguinte, Paes voltou às páginas da Veja para citar o nome do presidente Lula, de forma depreciativa, claro: “Severino adotou o modo Lula de ser. Começa negando as acusações. Depois, responsabiliza adversários por erros que cometeu. O próximo passo será dizer que foi traído”, disse ele se referindo à Severino Cavalcanti, então presidente da Câmara, acusado de receber R$ 10.000 mensais do concessionário do restaurante da Câmara, de março a novembro de 2003. 

Eduardo Paes
Eduardo Paes

A artilharia pesada se manteve em 2006, ano marcado pela eleição presidencial. Paes pegou uma carona na CPI dos Correios para despejar uma série de acusações contra o Governo do PT. Como deputado federal e relator-adjunto da CPI, disse na época que alguns parlamentares foram beneficiados pelo mensalão, mas deveriam ser “perdoados” na Câmara. E foi nesse episódio que Paes comentou: “Há um corporativismo ferrenho. É por isso que os deputados envolvidos não empobreceram, não andam pelos cantos e estão gordinhos e bronzeados”. 

No início de 2006, uma reportagem do Jornal do Brasil – “PT vai entrar na Justiça contra Fernando Henrique” – destaca as acusações feitas pelo ex-presidente FHC contra o Partido dos Trabalhadores e também contra Lula: “A ética do PT é roubar e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é omisso com corrupção”. Eduardo Paes, naquela época secretário-Geral do PSDB, endossou as declarações de FHC: “não falou nada além da verdade”. Dias depois, Paes se irritou com a divulgação de uma pesquisa acerca da popularidade do governo federal que dava à Lula maior credibilidade e carregou nas acusações: “o petista voltou à liderança nas pesquisas devido a uma combinação de desfaçatez e cara-de-pau”. Paes prometeu desmascarar Lula durante a campanha eleitoral naquele ano e ainda apontou como arma poderosa do PSDB o ex-presidente FHC, que “sabe como ganhar da demagogia e da farsa que é o PT”.

Em março de 2006, quando foi apresentado o relatório final da CPI dos Correios, Eduardo Paes encabeçou o coro das críticas contra o PT e o presidente Lula na bancada da oposição na Câmara. “Não vou participar da dança da pizza. Há provas documentais e testemunhais para pedir o indiciamento dos dois”, afirmou Paes se referindo ao pedido de indiciamento dos ex-ministros José Dirceu e Luiz Gushiken. Ás vésperas das eleições naquele ano, o atual prefeito do Rio afirmou durante uma entrevista no portal UOL que “o Governo Lula fez muito mal ao Brasil”. 

Agora, em 2014, o braço direito de Eduardo Paes, Rodrigo Bethlem, que inclusive coordenou a campanha de sua reeleição, em 2012, e como prova de confiança já teve sua passagem nas secretarias Ordem Pública, Assistência Social e Governo do prefeito Paes, é acusado de denunciado pela sua ex-mulher, Vanessa Felippe, de envolvimento em esquema de corrupção na prefeitura. Pelas conversar entre Vanessa e Bethlem, que foram gravadas sem ele saber pela própria ex-mulher, o deputado assume ter recebido uma espécie de mesada da ONG Casa Espírito Tesloo, entre 2011 e 2012, além de receber cerca de R$ 100 mil mensais em propinas através de processos firmados com a sua secretaria e ainda possuir conta não declarada na Suíça. Mesmo com tantas evidências e confissões do próprio deputado federal, Paes, desta vez, não apontou sua artilharia contra seu ex-secretário de Desenvolvimento Social.

O vereador Jefferson Moura (Psol) acredita que o prefeito Eduardo Paes está tentando preservar a imagem do seu governo, quando nega uma postura mediante as denúncias contra o seu “super secretário” Bethlem, acusado de atos ilícitos. Para Moura, Paes está diante da oportunidade de fazer a coisa certa, que para o vereador seria propor a sua base assinar o pedido de CPI para apurar as denúncias.  “Ele foi muito atuante na CPI dos Correios, agora era hora de tomar a mesma postura”, disse o vereador.

“Não só Eduardo Paes, mas Pezão e todo o PMDB foi atingido pelo escândalo Bethlem”, afirmou o vereador Márcio Garcia (PR/RJ). Integrando o grupo de vereadores que solicitaram a instalação da CPI na Câmara, Garcia questiona a que ponto o prefeito Paes sabia dos fatos denunciados por Vanessa Felippe. Ele acredita que pelos meios legais é possível chegar à verdade em breve. Enquanto isso, ele continua questionando os motivos do silêncio do prefeito com relação ao caso.

Promotor Rogério Pacheco explica ação contra Eduardo Paes e Rodrigo Bethlem

Promotor Rogério Pacheco explica ação contra Eduardo Paes e Rodrigo Bethlem

http://www.youtube.com/watch?v=8AB2XDuQHMU

A POLÍCIA MILITAR ATACA MORADORES DE RUA

cartaz MUCA Na sexta-feira dia 14 de fevereiro de 2014, às 15h, policiais militares do 5º batalhão atacaram pessoas em situação de rua que estavam na Carioca, Centro do Rio de Janeiro, de forma truculenta acordavam quem estava dormindo e espancavam quem resistia entrar no micro-ônibus. Maria dos Camelôs que estava passando no momento indignou-se com o ocorrido e acompanhou a operação até a Praça Tiradentes, ligando para o vereador Reimont e para o promotor Rogério Pacheco.

Chegando na Tiradentes os policiais continuaram recolhendo as pessoas, muitas delas estavam dormindo, numa abordagem presenciada e filmada foi pedido o documento a um homem que dormia no banco e ele disse que não estava com a identidade e foi conduzido ao micro-ônibus. Recolheram vários moradores de rua e perseguiram os que tentavam fugir. Ocorreram várias agressões, inclusive quando várias pessoas entravam no ônibus levavam um soco na nuca de um pm. Dois policiais traziam um preso, juntaram vários policiais, que iniciaram o espancamento desse homem, quando Maria enfrentou a covardia pedindo para pararem com as agressões, um policial chingando de vagabunda e mandando se fuder disse que iria prender a Maria por desacato e que ela estava defendendo bandidos, que estas pessoas estavam sendo presas por flagrante, o que foi contestado, pois boa parte estava dormindo, neste momento o Reimont chegou e perguntou pelo comando da operação, mas também foi tratado de forma desrespeitosa, ele afirmou que esta operação não pode acontecer sem o acompanhamento de assitentes sociais, conforme o Termo de Ajuste de Conduta realizado entre a Prefeitura e o Ministério Público- MP.

Foram todos encaminhados a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente – DPCA, no micro-ônibus estavam três camelôs, que chamaram pela Maria, eles estavam indo comprar mercadorias no Saara e foram presos por serem negros e vestidos de forma simples. O gabinete do vereador, o MP e o MUCA acionaram a imprensa, o Reimont conversou com o delegado, que estava assumindo a delegacia naquele dia, que entendeu que não estava sendo cumprido a TAC e liberou os detentos após constatar que não havia dívida com a justiça, encaminhando os menores para o abrigo, apesar da solicitação não houve a presença das secretarias de assistẽncia social nem do Conselho Tutelar.

Maria foi em seguida para a coletiva de imprensa da Assembleia do Largo, entre IFCS- Instituo de filosofia e Ciências Sociais e o Teatro João Caetano, onde relatou mais esta atuação truculenta pa PM, reafirmando a necessidade da população se manifestar pelos seus direitos nas ruas , contra a criminalização das manifestações pelas mídias corporativas lideradas pela Globo.

No início da tarde antes dessa violência da PM contra moradores de rua, a Maria estava atendendo o camelô Luiz Felipe de Oliveira junto com Reimont, pois ele teve sua mercadoria roubada por guardas municipais, na rua da Quitanda com São José, mesmo tendo autorização para trabalhar no local, não dando nenhum auto de apreensão e doando a mercadoria para SMDS. pessoa simples portadora de HIV, que perdeu a família e que está morando numa república e que planejava, após o carnaval, alugar uma moradia, mas os guardas municipais prejudicaram sua vida. Assim a Prefeitura contribui para que o aumento do número de pessoas em situação de rua.

ATO NA URUGUAIANA: “FORA GUARDA MUNICIPAL DA FISCALIZAÇÃO DO COMÉRCIO AMBULANTE”

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O Movimento Unido dos Camelôs junto com setores da FIP Frente Independente Popular, com o Comitê Popular da Copa e Olimpíadas RJ, com o Centro de Assessoria Popular Mariana Criola, com o pessoal da Assembleia do Largo, da Assembleia Popular e o Pablo que emprestou  a energia coordenou o show dentre os camelôs que chegaram junto e ajudaram a denunciar a violência, a corrupção da Guarda Municipal. Vamos fazer a campanha : “FORA GUARDA MUNICIPAL DA FISCALIZAÇÃO DO COMÉRCIO AMBULANTE”. temos uma Ação Civil Pública que pede a saída dos guardas municipais da fiscalização dos camelôs, pois se trata de desvio de função, também pede a proibição do uso de armas menos letais, como o taser(arma de choque elétrico) e o spray de pimenta, obtivemos uma liminar que suspende a utilização dessas armas pela Guarda Municipal.

Viva a luta pelo direito à cidade, vamos estar nas ruas para pedir o afastamento da Guarda Municipal da fiscalização do comércio ambulante.